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LM Lopes MirandaAdvocacia

Consumidor

A dívida com o banco virou uma bola de neve?

Nem todo contrato bancário pode ser revisto, mas abusos concretos podem ser discutidos.

Atenção ao prazo

Não deixe de pagar sem orientação: a inadimplência gera novos encargos e pode levar a cobrança judicial. Primeiro, reúna o contrato e os extratos.

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O que aconteceu

Empréstimos, cartões de crédito, cheque especial e financiamentos costumam trazer encargos difíceis de entender: juros compostos, tarifas, seguros e multas.

Com o tempo, a dívida cresce mais rápido do que a capacidade de pagamento. Às vezes o desconto das parcelas consome quase todo o salário, ou aparecem cobranças por serviços que a pessoa não pediu.

Há ainda casos de contratação feita sem informação clara, como cartões consignados ou seguros incluídos no empréstimo sem escolha real do cliente.

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O que a lei diz

Os contratos bancários estão sujeitos ao Código de Defesa do Consumidor. Os juros, por si sós, não são limitados a 12% ao ano, mas taxas muito acima da média de mercado divulgada pelo Banco Central podem ser consideradas abusivas (STJ, REsp 1.061.530, recurso repetitivo).

O consumidor não pode ser obrigado a contratar seguro com o próprio banco ou com seguradora indicada por ele como condição do empréstimo (STJ, Tema 972, julgado como recurso repetitivo).

Para quem não consegue pagar as dívidas sem comprometer o mínimo necessário para viver, a Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021) criou um procedimento de repactuação com todos os credores (art. 104-A do CDC).

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O que pode ser feito

  • Revisar os juros

    comparando a taxa do contrato com a média de mercado do Banco Central.

  • Questionar tarifas e seguros

    cobranças não contratadas ou impostas como condição do crédito.

  • Discutir descontos excessivos

    especialmente quando comprometem a subsistência.

  • Pedir repactuação por superendividamento

    um plano de pagamento com todos os credores.

  • Devolver o que foi cobrado a mais

    com a correção cabível.

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Perguntas frequentes

Juros altos sempre são abusivos?

Não. A abusividade depende da comparação com a média de mercado para aquele tipo de operação na época do contrato.

Posso parar de pagar enquanto discuto o contrato?

Não é recomendado sem orientação. A inadimplência gera encargos e pode levar à negativação e à cobrança judicial.

Não tenho o contrato. Ainda assim dá para fazer algo?

Sim. O banco deve fornecer cópia do contrato e pode ser obrigado a exibi-lo em juízo.

O que é superendividamento?

É a impossibilidade de pagar todas as dívidas de consumo sem comprometer o mínimo necessário para viver. A lei permite propor um plano de pagamento conjunto aos credores.

Fui incluído num seguro que não pedi. Posso cancelar?

Sim, e é possível discutir a devolução dos valores quando o seguro foi imposto como condição do crédito.

Conteúdo informativo. Cada caso depende da análise dos documentos.